Porque escondes a alma?
Porque te encerras para sofrer?
porque não admites que doí e
que talvez...
Talvez...
Talvez se desses um passo...
Talvez se soubesses ou pudesses...
Talvez fosse diferente...
Mas não nada fazes. Hesitas!!!
calada, muda... Hesitas!!!
deixas que a dor te cegue e vacilas!
Vacilas e esperneias! Experimentas...
Mas nada muda e silenciosa no fim do dia,
adormeces soluçando,
afagando a dor sentida.
Porquê
Escrita por: José Gil 5 opiniões
Etiquetas: Light Poetry
Morte Solitária
O que se esconde por detrás de cada rosto indiferente da multidão que por nós passa?
O que se esconde por detrás de cada olhar fixo no infinito,
de cada olhar que absorve todos os detalhes da rua à sua frente?
Que sentimentos sentem as almas e
escondem os seres que vagueiam pelas ruas cheias de incógnitos e anónimos?
Serei capaz de me rever em ti ou serás tu tão distante que me és estranhamente invisível?
O frio cruel do abandono povoa as cidades cheias de niguéns aparentemente invisíveis,
aparentemente inexpressivos que vagueiam solitariamente cruéis,
pelas ruas pejadas de frio e de indiferença.
E neste passeio só,
jazo já com o frio cruel da calçada que me invade o ser,
morro solitário perante os olhares vagos e desatentos,
morro invisível para a mole que passa incógnita e anónima.
Morro só.
Tal como vivi,
morrerei indiferente e invisível,
longe dos olhares fixos no vazio,
que guardam todos os detalhes da rua à sua frente,
Escrita por: José Gil 10 opiniões
Etiquetas: Light Poetry
