Memórias, que de tão doces, são cruéis.
Pedaços de passado que ardem no coração,
que em vez de aquecer, incandescem e incendeiam.
Memórias de ti que rasgam a mente,
que me atraem para um vazio,
onde o nada reina e tu já não moras.
Memórias de um tempo em fomos capazes de amar,
memórias que hoje são um punhado de nada,
numa mão fechada em punho batendo contra o meu coração inerte.
Memórias de um passado que sabe a amanhã,
que teima em querer ser presente e futuro,
que vagueia livre causando dor a cada respirar.
Memórias que um dia se perderão na espuma do tempo,
nesse mar de indiferença que afoga os sentimentos passados,
mas que ainda provocam um diluvio de uma lágrima só...
Memórias tuas que um dia eventualmente esquecerei,
guardadas num canto escondido do meu coração,
de como um dia conheci alguém que me devolveu a vontade de amar.
2013-01-08
Memórias
Etiquetas: Dark Poetry
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