2008-07-25

Morte Solitária

O que se esconde por detrás de cada rosto indiferente da multidão que por nós passa?
O que se esconde por detrás de cada olhar fixo no infinito,
de cada olhar que absorve todos os detalhes da rua à sua frente?

Que sentimentos sentem as almas e
escondem os seres que vagueiam pelas ruas cheias de incógnitos e anónimos?
Serei capaz de me rever em ti ou serás tu tão distante que me és estranhamente invisível?

O frio cruel do abandono povoa as cidades cheias de niguéns aparentemente invisíveis,
aparentemente inexpressivos que vagueiam solitariamente cruéis,
pelas ruas pejadas de frio e de indiferença.

E neste passeio só,
jazo já com o frio cruel da calçada que me invade o ser,
morro solitário perante os olhares vagos e desatentos,
morro invisível para a mole que passa incógnita e anónima.

Morro só.
Tal como vivi,
morrerei indiferente e invisível,
longe dos olhares fixos no vazio,
que guardam todos os detalhes da rua à sua frente,

10 opiniões:

Ana Camarra disse...

Zé Gil

Pronto já cá vim.
Está muito bem sim senhor esta veia poética.
Não fazia ideia.
Mas pronto é pessoa sensivél, também é bonito.
Até receber o escrito do Mar, fiquei parva.
Ou melhor sou parva.
Mas já subiu mais uns pontos na minha escala....

beijocas

José Gil disse...

É parva porquê? agora quem parece ter parvejado fui eu... mas não entendi mesmo.

Jokas

Ana Camarra disse...



às vezes sou um bocadinho parva, distraida.
Só para ver um episódio caricato o meu cara metade tem um carro preto, eu quasde que entrava no primeiro carro preto que encontrava.
Uma vez entrei mesmo, sentei-me i disse vamos embora que quero ir para cama....o condutor era um senhor carevca com mais de 60 anos...
Quando vi fiquei envergonhadissima pedi desculpa, o senhor foi simpático e disse, deixe lá menina pensava que era o meu dia de sorte...
Ou sou muito atenta ou passa-me quase tudo ao lado, por isso é que digo que sou parva...um, bocadinho...
E não fazia ideia que tinha esta veia poética é só isso....
Parva é uma forma de expressão.

Já levou com outro comentário de metro...
Coitado já está farto de me aturar hoje.

beijoca

(gosto mais da sua poesia do que das suas posições politicas eheheh também sou mazinha....)

José Gil disse...

Oki. Pensei que fosse coisa pior LOL. Realmente o senhor deve ter pensado que lhe tinha saído a sorte grande!!!

Deixe lá essas coisas de ser chata. Escreva à vontade que eu gosto de a ler.

Porque é que a última linha do seu comentário não me surpreende? Hum? hum?

Beijo grande

Ana Camarra disse...

Do Alto da serra respiro o ceu Azul
Azul até ao Horizonte do mar tranquilo e Revolto
As Cigarras gritam em trovas alegres
Acompanhadas por gaivotas
Cheiros de sal e ervas
Agua calma e fria
Limpida e Clara
Como os Dias Tranqulos
Como as caricias do Sol
Como o marulhar das ondas.

Este é piqueno apontamento de uma gaja que aproveitou a hora de almoço e mais umas obrigações para dar um mergulho em sesimbra...
Não escrevo é assim tão bem como o menino...

beijocas

José Gil disse...

clap clap clap!

O que para mim importa não é se escreve bem ou mal (o que nem é o caso)... É a imagem que consigo fazer do que leio. Por isso aquilo que escreveu é muito visual e logo é muito bonito e logo é muito bem escrito.

Poesia é sentimento... Não é métrica, não é só rima, não são palavras vãs...

Um beijo e vamos lá continuar a exercitar essa veia.

Ana Camarra disse...



Os Dias eram Tranquilos

mas percebeu não foi...

Qualquer dia exercito outra vez vou cá deixando...
Tá?

beijoca

Ana Camarra disse...

Nos teus olhos vejo o meu reflexo,
Maior, mais, calmo e mais doce,
Do que o reflexo que guardo de mim própria.


Conheço o teu cheiro no meu corpo,
O meu sabor na tua pele,
O teu toque na minha carícia,

Toco-te em gestos banais
Insignificantes
Mas não, cada toque é
Um murmúrio, uma dádiva de amor
Um lamento de fome de ti

A todos os dias, a todas as horas
Da fome de nós

Do meu reflexo nos teus olhos
Do teu cheiro no meu corpo
Do meu sabor na tua pele

Pronto sou mesmo chata...e música num blogue de poesia, não acha que ficava bem?
E não gostei muito d desbragado, mas também não gosto muito do seu amigo Luis Santos...o que é que eu hei-de fazer?

beijocas

José Gil disse...

Obrigado pela sugestão da música.

O seu poema é lindo... Importa-se que publique aqui no blog?

Quanto ao Luis, ele é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, para além de ser uma excelente pessoa. Aquilo que não gosta nele são as opiniões...? Ou a forma como ele as expressa?

Um beijo

Ana Camarra disse...

José Gil

Pode publicar alías já publicou, ficou sou por dizer que é um poema de amor tranquilo de quem ama em velocidade de cruzeiro, há quase duas decadas, o mesmo homem, e que sabe e sente que é amada, da mesma, forma, até a ver....

Quanto ao seu amigo Luis Carlos eu tenho vários defeitos, um deles é a primeira impressão, quando não gosto de uma pessoa á primeira impressão é uma gaita, por muito simpáticos que sejam, não vai lá nem com molho de tomate, os poucos contactos que tive, directos ou indirectos que tive com ele vieram cheios de más vibrações, pronto é como as cervejas....não consigo gostar.
pois também não gosto das opiniões dele, mas pior da forma como as expressa, porque já percebeu que eu até gosto de debater com pessoal de opiniões contrárias, mas não gosto da forma como ele o faz.
Vai na vola é reciproco ou o moço nem sabe da minha existência, por isso não é importante, se toda a gente gostasse de amarelo pareciamos uns canarinhos...

beijocas (ponha musica se não souber eu ajudo...)

 
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